Em Meio À Crise

A importância de manter o equilíbrio entre o trabalho e a vida a dois.

O presidente Jair Bolsonaro foi ao cinema, em um shopping na capital federal, acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Três dias atrás me deparei com essa matéria que deu muita polêmica. Meu texto não vem defender o presidente Bolsonaro, pelo menos não como presidente. Não sofro de amores por esse ou por aquele político. O que quero chamar a atenção é para a atitude que Jair Bolsonaro como homem tomou, parou tudo o que estava programado para ir ao cinema com sua esposa. Ir ao cinema não constava na agenda oficial do excelentíssimo Presidente. Mesmo sendo um filme inclusivo, como relatou a ministra Damares.

Minha intenção com este texto é chamar a atenção dos maridos e também das esposas, que tem dedicado horas excessivas para o trabalho, deixando a desejar no cuidado com a esposa, filhos ou no caso das mulheres o esposo. O que mais me preocupa é a justificativa: trabalham para dar o melhor para a família. O que seria esse melhor?

Por exemplo: um bom profissional pode dedicar horas do seu dia  trabalhando e quando chega em casa, sua esposa necessita de conversar, seu filho ou filha precisa de atenção. Muitas vezes para piorar, levamos serviços para casa. E atualmente ainda dedicamos nossos ricos minutos com aparelhos eletrônicos. Se a esposa “reclama” dizem que estão reclamando de barriga cheia, pois estão trabalhando para dar o “melhor” para a família.

Atualmente o oposto também acontece. Com a entrada delas no mercado de trabalho, as mulheres, também dedicam seu tempo em outras atividades: trabalho, casa, marido, filhos e eletrônicos.

Todo ser humano é único, isso todos nós sabemos. O que muitas vezes deixamos passar e acabamos não dando importância é justamente para as particularidades de cada um, colocando a nossa forma de enxergar o mundo ao nosso redor como prioridade sobre as outras pessoas.

Algumas vezes nas minhas publicações, falei sobre o livro “As  linguagens do Amor”. Nele o conselheiro de relacionamentos Gary Chapman, explica que existem cinco linguagens básicas pelas quais o amor é expressado e compreendido. Segundo Chapman, cada indivíduo nasce com uma maneira específica de identificar, receber e dar amor. 

Sendo assim, precisamos pensar: o que entendo por melhor, é o melhor também para meu cônjuge?

Pois bem, a partir do momento em que passamos a observar aqueles que nos cercam, sua forma de agir e de se expressar, temos a possibilidade de estabelecer com estes uma comunicação muito mais eficiente e assertiva, que pode gerar resultados altamente positivos para ambas as partes e fazer com que nossas relações sejam bem melhores.

Vivemos dias de “amores líquidos” que por qualquer probleminha deixamos ir embora pessoas com as quais poderíamos viver o resto da vida. Nossa geração não consegue resolver problemas, preferimos descartar e comprar novos equipamentos ou utilitários. Assim também temos feito em nossos relacionamentos.

Aprendemos nos últimos anos que temos direitos, direitos e direitos. E não nos ensinaram os deveres.

Homens e mulheres, conversem um com o outro. Fale dos seus desejos, suas expectativas, sonhos, pesadelos, medos, carências. Fale, fale, fale… Homens ouçam, ouçam e ouçam. Falem, falem, falem…

Até hoje não presenciei leitura de mente, bola de cristal ou algo parecido.

O que chamo a atenção e é o efeito da matéria polêmica, é que não importa a crise, você precisa dedicar tempo a seu cônjuge e a sua família. Descobrir o que seu cônjuge gosta e que o faz sentir amado (a).

Não importa qual a sua profissão, sua família precisa ser o foco. Tudo passa, mas sua família continua. Você é quem determina suas prioridades.

Nenhum sucesso justifica o fracasso de uma família.

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